
Antes de eu começar, quero já trazer um pensamento para a mesa: Não importa se você paga o dobro do seu concorrente e tem mais benefícios do que ele, engajamento no trabalho não tem nada a ver com o salário que está sendo pago.
Eu já vi funcionários que ganhavam pouco, muito mais engajados do que superiores que ganhavam muito. E uma ótima analogia para entendermos isso é: o time pode ter o uniforme mais bonito, os melhores jogadores em campo, o maior financiamento e patrocínio, mas se ele é um time que nunca vence, ninguém irá torcer para ele.
O salário e benefícios podem ser como um álcool que você joga na lenha para acender a fogueira, mas se a lenha é de má qualidade ou está molhada, não importa quanto álcool você jogue, o fogo sempre irá apagar. Salários e benefícios são chamados por Frederick Herzberg de “fatores higiênicos” justamente por isso.
As pessoas se motivam por algo mais intrínseco do que apenas o depósito em suas contas no fim do mês. Se você quer pessoas que vistam a camiseta do seu time e acreditem, elas precisam de um motivo para acreditar!
A motivação no trabalho vai muito além de salário e benefícios. Pessoas se engajam de verdade quando entendem o propósito do que fazem, percebem o impacto do próprio trabalho e encontram espaço para contribuir, sugerir e crescer junto com a empresa.
No fim, motivação não nasce apenas do que a empresa paga, mas do que ela constrói junto com as pessoas. Lideranças que dão clareza, propósito, espaço para participação e organização criam condições para que a equipe queira fazer parte do crescimento.
É interessante pensar que existem diferentes tipos de trabalho e diferentes tipos de engajamento, mas todos eles são necessários. Vamos usar o exemplo de uma fábrica, onde o trabalho de um funcionário é montar peças durante 8 horas do seu dia. Se em 8 horas a média de peças montadas é 100, caso um funcionário esteja montando 90, o seu engajamento está baixo. Porém, caso esteja montando 100, significa que está engajado? Ainda não, pois o engajamento faz ele perceber micro defeitos, sugerir melhorias no processo e talvez até conseguir fazer mais do que 100 peças.
Quando falamos sobre, por exemplo, de um social media. Vamos imaginar que ele tem que entregar 50 postagens no mês. Dependendo de como está o engajamento, essas postagens podem vir com qualidades bem diferentes umas das outras. Podemos entender que o engajamento não é diretamente proporcional à quantidade de entregas, mas sim à qualidade das entregas. E nisso aqui a motivação no trabalho faz muita diferença.
Temos diversas outras áreas onde isso se aplica: atendimento ao cliente, desenvolvedores, vendas, rh… e em cada uma dessas tem uma palavra que importa muito: propósito!
Volte ao tempo em que você era uma criança no ensino fundamental e sua professora te apresentou algo: a fórmula de Bhaskara. Eu tenho certeza que alguém que você conhece (ou você mesmo) já fez essa pergunta “... mas, professora, no que nós vamos usar essa fórmula em nossa vida?”. Você teve que estudar, decorar e praticar algo que você não via sentido, e isso fez com que o processo todo fosse desgastante e desmotivador. E a pergunta que você tem que fazer hoje é: sua empresa é uma fórmula de Bhaskara?
Será que seus colaboradores não enxergam as tarefas diárias como algo sem sentido? Se eles, assim como seu “eu” do ensino fundamental, têm dificuldade de entender algo, isso vai desmotivá-los a continuar a cada dia que passa. Não importa o quão legais são a professora, escola e colegas, quando ele for mexer com a fórmula de Bhaskara, não vai ter motivação para aplicá-la e resolver todos os problemas matemáticos à sua frente.
O segredo então está em, assim como você faz seus clientes verem valor em seu negócio, fazer os colaboradores verem valor no que estão fazendo. E esse valor não é financeiro, mas participação.
Quando as pessoas constroem algo juntas, elas valorizam cada tijolo que foi colocado. A ideia de um, mais a operação de outro, tudo isso agrega para a criação conjunta de uma obra que cada participante tem orgulho de assinar embaixo.
O operário que monta as peças sabe que cada encaixe que faz vai ter um impacto para o cliente final, e que ele tem liberdade de sugerir se vir algo que pode ser melhorado. Assim como um social media, ao entender o por que aquele post que ele produz está sendo feito, sabe também como contribuir da melhor forma quando for produzi-lo e postá-lo na conta de um cliente.
A pesquisadora de Harvard Teresa Amabile, em seu estudo no livro “O Princípio do Progresso“, demonstra que o maior gatilho para o engajamento diário não é o glamour da função, mas a sensação de que o trabalho executado, por mais rotineiro que seja, faz uma diferença palpável no quadro geral.
Pessoas trabalham com vontade quando veem propósito naquilo que estão fazendo, não importa o que vão fazer, mas se há uma motivação em seus corações, elas vão fazer com todo o coração, pois a recompensa de um propósito realizado é muito mais do que a de um salário no fim do mês.
Pronto, já aprendemos que precisamos deixar crescer uma motivação interna em cada um dentro da empresa. Chegou o momento de entender como fazer isso acontecer.
Separei aqui alguns tópicos que acho fundamental que você aplique no seu negócio para que todos os seus colaboradores tenham espaço para, quando forem regar a planta interna da motivação, ela cresça forte e bem arraigada:
Tenho certeza de que, se você aplicar os pontos acima em sua empresa, será um ótimo começo para a motivação de todos os que trabalham para ela crescer.
E pensando em como fazer para que todo o seu time converse e ande junto em um só propósito, aplicando cada um dos 5 tópicos mencionados acima: centralizar novas ideias, não deixar de lado boas sugestões, organizar todo o trabalho, prazos e tarefas você pode usar a nossa plataforma de gestão: Ummense.
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O mais importante do que vimos neste artigo é: todos têm que andar juntos e enxergar um só propósito dentro da empresa. Um trabalho bem feito de liderança é refletido na motivação da equipe e no dia a dia de trabalho.