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PUBLICADO EM
29/12/2025
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Tendências para 2026: A verdade sobre a I.A. aplicada aos negócios

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Quando olhamos para 2026, há um paradoxo inquietante que paira sobre o mundo corporativo: Inteligência artificial e automação inteligente dominam as manchetes e orçamentos empresariais. Todos falam sobre agentes de IA, eficiência máquina e processos completamente automatizados. E no entanto, segundo a Gartner, 40% dos projetos com agentes de IA serão cancelados ou fracassarão até 2027. E não é só isso, dados do MIT apontam que 95% das iniciativas de IA generativa não geram impacto mensurável nos resultados financeiros.

Esse não é um problema de tecnologia. É um problema de método.

O que separa as empresas que prosperam daquelas que desperdiçam milhões em projetos fracassados é simples, mas raramente seguido: antes de automatizar, é necessário redesenhar e otimizar os processos. Esta é a tendência mais crítica para 2026, e ela define praticamente todas as outras. Mas vamos a algumas tendências que você não pode ignorar no ano de 2026:

⏰ Resumo em 1 minuto

Quais são os principais tópicos que você tem que se atentar em 2026 para alcançar um modelo de gestão de alta performance, focado na maturidade digital, centralização de dados e no equilíbrio entre agentes de IA e a liderança humanizada:

  • 🤖 Agentes de IA e Automação: A tecnologia deixa de ser apenas consultiva para executar processos de ponta a ponta, conectando departamentos automaticamente e eliminando tarefas manuais;
  • 🧩 Gestão Sem Atrito: O fim do "caos digital" causado por informações espalhadas em diversas ferramentas: a tendência é a centralização absoluta em um único fluxo de trabalho;
  • 🧠 Power Skills e Liderança: O foco na inteligência emocional e no bem-estar da equipe como motor de produtividade, substituindo o microgerenciamento pela autonomia;
  • 📈 Eficiência Operacional: A meta para 2026 é "entregar o dobro com metade do esforço", utilizando ferramentas que organizam o dia a dia e elimina o retrabalho.

O sucesso em 2026 não será sobre quem tem mais tecnologia, pois quase todos tem acesso às novidades do mercado, mas sobre quem sabe utilizá-la para organizar a mente humana e os processos, transformando a gestão em algo leve, produtivo e estrategicamente centralizado!

01. A ilusão da automação: Por que 4 em 10 projetos fracassam

A maioria das empresas comete o mesmo erro. Elas identificam um processo que parece ineficiente, contratam uma ferramenta de IA, integram agentes inteligentes e esperam resultados. Spoiler: isso não funciona.

O diretor financeiro da HPE resumiu perfeitamente a diferença entre sucesso e fracasso: "Queríamos selecionar um processo de ponta a ponta onde pudéssemos realmente transformar, e não apenas resolver um único ponto de dor". A empresa não buscou automatizar um sintoma. Ela redesenhou o processo completo.

Quando uma organização automatiza um processo quebrado, a IA apenas replica a ineficiência em velocidade de máquina. Em vez de ganho, há desperdício acelerado. Isso explica por que apenas 11% das organizações conseguem colocar agentes de IA em produção, mesmo com 38% delas tendo pilotado soluções. O intervalo entre piloto e produção revela a verdade: falta estrutura operacional para suportar a automação.

Redesenhar, não automatizar. Esse é o padrão que separa sucesso de fracasso.

Em contrapartida, quando as empresas seguem essa abordagem, os resultados são transformadores. Dados de pesquisa em gestão de processos mostram que organizações que estruturam e otimizam seus fluxos de trabalho antes de qualquer automação experimentam:

  • Diminuição de custos operacionais;
  • Redução no tempo de execução de tarefas em até 40%;
  • Melhor alocação e uso de competências das equipes;
  • Visualização clara de toda a cadeia de valor.

Antes de investir em IA, as empresas precisam ter clareza absoluta sobre como trabalham. É aqui que começa a transformação real.

02. As soft skills estão mudando de nome: Power skills em 2026

Se há uma verdade que a IA revelou é que o fator humano nunca foi tão valioso. Enquanto máquinas tomam conta de tarefas repetitivas, as habilidades que realmente importam tornaram-se visceralmente humanas.

Especialistas em comportamento organizacional estão abandonando o termo "soft skills", considerado antiquado e enganoso. Em seu lugar, surge um novo conceito: "Power Skills", inteligência emocional, criatividade, resiliência, curiosidade e influência social. Essas não são habilidades suaves. São competências estruturais que formam a base da liderança em um mundo transformado pela automação.

O Fórum Econômico Mundial já posicionou inteligência emocional entre as 10 competências mais críticas até 2027. E os números falam alto: empresas que investem deliberadamente no desenvolvimento de power skills através de coaching e aprendizado experiencial não apenas acompanham as mudanças, elas lideram.

Para a Geração Z, essa mudança é óbvia. Criados em um mundo digital, esses profissionais entendem que, embora a IA possa replicar conhecimento, ela não pode substituir a conexão humana. Eles esperam que habilidades centradas no ser humano pesem tanto quanto habilidades técnicas na hora da contratação e desenvolvimento.

Isso tem implicações diretas na forma como os gestores devem pensar sobre suas equipes em 2026. Não se trata apenas de ter as pessoas certas. Trata-se de alinhá-las com os objetivos da empresa enquanto honra suas aspirações individuais. Aqueles que conseguem fazer isso ganham uma vantagem extraordinária em retenção de talentos.

03. Liderança centrada em pessoas: O novo modelo operacional

A estrutura organizacional do futuro não é sobre extrair mais dos trabalhadores. É sobre empoderá-los. É sobre reconhecer que a próxima onda de produtividade não virá de eficiência mecânica, mas de um modelo completamente diferente: inverter a mentalidade de pensar em pessoas como custo a ser gerenciado para empoderá-las.

Em 2026, os líderes não estão apenas supervisionando pessoas e projetos. Eles gerenciam equipes aumentadas onde humanos e máquinas inteligentes trabalham lado a lado. Isso exige:​

  • Conhecimento profundo dos pontos fortes e limitações de ambos;
  • Promoção deliberada de habilidades humanas: criatividade, inteligência emocional e trabalho em equipe;
  • Fluência digital para trabalhar efetivamente com IA;
  • Comprometimento com uma cultura de aprendizado ao longo da vida.​

As práticas de retenção estão evoluindo em paralelo. Avaliações de desempenho anuais, aquele evento temido uma vez por ano, estão sendo substituídas por ciclos de feedback contínuo integrados por software.

Mas a IA aqui funciona como facilitadora, não substituta. Ela monitora reuniões, detecta tom e possíveis conflitos, e impulsiona supervisores em tempo real quando feedback é necessário. O trabalho humano e a clareza permanecem insubstituíveis.

Os dados comprovam o impacto. Empresas que adotam liderança humanizada, focada não apenas em resultados, mas na satisfação e engajamento dos colaboradores, experimentam aumento de 225% em engajamento quando alinham propósito, liderança consciente e cultura. Fidelidade de clientes aumenta em 240%.

04. A importância estrutural: Por que organizar processos, projetos e pessoas importa

Há uma razão pela qual a organização de processos é tão fundamental para o sucesso em 2026: sem clareza estrutural, nada do que você tenta funciona de verdade.

Quando uma organização não tem processos bem definidos, você vê:

  • Atraso em prazos;
  • Retrabalho constante;
  • Aumento de custos gerais;
  • Queda na qualidade final dos projetos;
  • Insatisfação de clientes.

Há um padrão claro. Quando as responsabilidades não são claras, quando os fluxos de trabalho são ambíguos, quando ninguém sabe exatamente quem faz o quê e por quê, você não tem uma organização funcional. Você tem caos contido.

Agora, quando você estrutura processos adequadamente, quando desenha fluxos claros, aloca recursos de forma inteligente e cria visibilidade completa, o que muda?

  • Agilidade aumenta: Equipes sabem exatamente para onde devem ir;
  • Eficiência dispara: Sem ambiguidade, há menos tempo desperdiçado em perguntas desnecessárias;
  • Custos caem: Eliminação de retrabalho representa economia significativa;
  • Receita cresce: Operações mais previsíveis permitem melhor atendimento ao cliente;
  • Cultura melhora: Colaboradores entendem seu papel e impacto.

A Ummense foi construída precisamente para resolver isso. Sua plataforma integra organização de processos, gestão de projetos e coordenação de pessoas em um único lugar, exatamente o que as empresas precisam fazer antes de qualquer movimento em direção à automação inteligente.

05. O dividendo de habilidades: Investimento em pessoas gera ROI extraordinário

Enquanto muitas empresas hesitam em investir em desenvolvimento de pessoas, aquelas que o fazem veem retorno que desafia a lógica tradicional de custo.

A IKEA afirma ter gerado $1,4 bilhão em nova receita ao requalificar funcionários como designers de interiores com IA. O SoftBank reduziu $24 milhões em custos anuais anuais ao desenvolver talentos em IA na América Latina. Um projeto piloto do Google no Reino Unido descobriu que trabalhadores podem economizar 122 horas de trabalho por ano adotando IA para tarefas administrativas.

A lição é clara: quando você investe em upskilling e reskilling, a IA não substitui pessoas, ela libera pessoas para trabalho de maior valor. É uma transferência de produção, não uma redução de força de trabalho.

Para 2026, essa será a diferença competitiva. As empresas que desenvolverem a capacidade de requalificar sua força de trabalho em tempo real não apenas sobreviverão à disrupção de IA, elas prosperam. Aquelas que veem isso como custo continuarão presas em ciclos de ineficiência.

Conclusão: A fórmula para prosperar em 2026

As tendências de 2026 apontam para uma verdade incômoda: tecnologia não salva estrutura quebrada. Automação inteligente não conserta processos mal desenho. E máquinas não substituem liderança humanizada.

O que funciona é diferente. É:

  1. Redesenhar processos antes de automatizar: otimizar o fluxo completo, não resolver pontos isolados;
  2. Investir em power skills humanas: criatividade, inteligência emocional, liderança;
  3. Estruturar com clareza: processos, projetos e pessoas alinhados em um sistema coerente;
  4. Empodera equipes: transformar pessoas de custo em ativos estratégicos;
  5. Liderar com humanidade: reconhecer que produtividade real vem de pessoas engajadas e realizadas.

Essa é exatamente a abordagem que a Ummense foi construída para facilitar. Sua plataforma de organização de processos, projetos e pessoas funciona como a fundação que torna possível qualquer transformação digital significativa.

Quer estruturar sua empresa para prosperar em 2026 e além? Entre em contato com um de nossos consultores. Eles ajudarão você a mapear seus processos, identificar oportunidades de otimização e construir a base operacional que transformará sua organização.

Referências:
Tendências Tecnológicas 2026 | Deloitte Insights

Tendências do Trabalho em 2026: 10 Especialistas Preveem o Futuro do Trabalho

5 tendências de negócios para as quais toda empresa deve se preparar em 2026 | Bernard Marr

Gestão de projetos aumenta a eficiência (e os lucros) - Sebrae

A Gartner prevê que mais de 40% dos projetos de IA agente serão cancelados até o final de 2027.